Seja supereficiente, mas não se esqueça das relações.


Só cumprir bem as tarefas não faz de você um líder nem garante promoções.

Revista Época Negócios


Ao se preparar na faculdade, o aluno sabe que a plena dedicação aos estudos lhe garantirá boas notas, a admiração dos professores e um merecido diploma. Já numa empresa, porém, esse mesmo aplicado estudante entra em contato com outro mundo, onde nem sempre apresentar resultados específicos e satisfatórios garante uma promoção e melhor remuneração. Para Bonnie Marcus, autora de The politics of Promotion ("As políticas de promoção"), não basta ser supereficiente, pois liderança é mais que isso: é necessário obter a confiança de colegas e superiores, o que exige um desvio do foco em tarefas para uma maior interação social, pois só assim a pessoa será reconhecida como líder.

Para adotar uma nova mentalidade de trabalho, que afetará positivamente a carreira, a autora sugere que o tempo seja mais bem administrado, com a marcação de almoço ou lanche semanal com quem a pessoa deseja estabelecer um contato mais próximo, montando uma rede que pode ser bastante útil em possíveis projetos futuros. Além disso, as conversas entre colegas não devem girar apenas em torno de objetivos de trabalho, mas podem abrir espaços para posições pessoais ou subjetivas, como forma de estreitar laços. E, por fim, mesmo sendo supereficiente, o funcionário deve divulgar a conclusão de suas tarefas, pois, diferentemente da escola, onde o professor sempre avalia o desempenho dos alunos dando notas, seu chefe não necessariamente ficará sabendo em detalhes de seus resultados.