Leitor Silábico x Leitor Dinâmico


O Leitor silábico-fonético ou de marcha lenta - aprendeu aos 6 ou 7 anos a soletrar sílabas(falar), compor palavras(ouvi-las) e finalmente reconhecer as idéias. Este processo é lento e trabalhoso para o cérebro. Provoca constantes dispersões. O escritor transmite idéias, não sílabas.

O Leitor Dinâmico reconhece as idéias (pelo campo visual). Leitura Dinâmica não é ler rápido, mas sempre identificar idéias, isto torna a leitura rápida e com qualidade superior em 5 a 8 vezes.

 

 

França, final do século XIX(1839-1907) Emile Javal, pesquisador e diretor do Laboratório de Oftalmologia da Sorbone teve complicações oculares e ia ficar cego. Diante desta realidade pesquisou os mecanismos oculares da leitura. Em sua principal obra Physiologie de la Lecture et le L´Escriture, concluiu que a abertura ocular humana permite identificar várias palavras por ponto de fixação. E, naturalmente, começou a treinar a sua mente a quebrar este modelo de percepção visual escrita.

Estados Unidos, a professora Evely Wood(1927-1979) ao perceber que havia leitores mais rápidos em sua época e também em épocas passadas, começou a investigar a maneira como tais leitores captavam as idéias através da leitura. E em torno de 1955, após constatar pontos em comum entre os leitores que tinham além de maior velocidade, compreensão mais apurada, elaborou um método próprio. Com bases científicas, criou uma estratégia que provocou uma melhora na leitura entre 5 a 8 vezes do que a grande maioria que se limitava a ler por sílabas. E em 1959 fundou em Washington o primeiro Instituto Americano de Leitura Dinâmica.