Como fiz: fui aprovado em Harvard



Gustavo Haddad Braga conta como se preparou para entrar em algumas das universidades mais disputadas.

Revista Época - por Nathalia Prates

"A culpada de tudo foi a pro­fessora Soraya, que me dava aulas de matemática na 6ª sé­rie em São José dos Campos, interior de São Paulo. Ela percebeu que eu aprendia rápido e me incentivou a participar da minha primeira olimpíada. Apesar de ser voltada para alunos mais velhos, das 7ª e 8ª séries, levei o ouro para casa. Por causa desses resultados, ganhei uma bolsa integral para o ensino mé­dio no Colégio Objetivo. Participei de mais de 50 olimpíadas, incluindo sete internacionais, de matemática, física, química e até de linguística. Eu, que nunca tinha viajado para o exterior, pude conhecer países como Coreia do Sul, Azerbaijão, China e Tailândia.

Durante a premiação de uma de mi­nhas primeiras olimpíadas, o pai de um aluno subiu ao palco e leu a carta de ad­missão do filho no Instituto de Tecnolo­gia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos. O menino saltou da cadeira e eles se abraçaram, chorando. A cena foi marcante para mim. Nesse dia, descobri a possibilidade de estudar fora. Comecei a me preparar desde a 7ª série para meu sonho: a Universidade Harvard.

Meus pais são engenheiros e sem­pre me incentivaram, desde pequeno, a buscar respostas. Ainda lembro das explicações sobre o que é a chuva e o trovão. Isso contribuiu para eu gostar de buscar o conhecimento. Adoro es­tudar, mas sempre tive uma vida social equilibrada. Durante a semana, ficava estudando de cinco a 11 horas por dia depois das aulas. Só fazia intervalo para assistir aos seriados House e Law & Or­der. Nos fins de semana, curtia jogar bola, viajar, surfar, ir ao cinema e a bala­das. Nunca namorei sério, mas já fiquei com algumas meninas.

Para memorizar melhor os conteú­dos, criava associações entre as discipli­nas. Quando estudava as teorias de um físico, pensava no momento histórico em que ele viveu. Com essa interdisci­plinaridade, aprendi que a matemática não se resume a números, a biologia a nomes e a história a datas. Também en­saiava dar aulas sozinho no quarto, para organizar o raciocínio. Fiz um curso de leitura dinâmica que aumentou minha velocidade de absorção das matérias.

A avaliação das universidades ame­ricanas é completamente diferente das nossas. Lá tudo conta: hobbies, viagens, opiniões e recomendações de professo­res, além das notas das provas. Eles gos­tam de pessoas versáteis. Tive de fazer uma entrevista em inglês com um gestor da universidade por Skype. O contato com estudantes de diversos países nas olimpíadas me ajudou a praticar O in­glês. Usei provas anteriores de Harvard e livros técnicos para estudar. Nos dois dias de provas escritas, feitas aqui no Brasil, são cobradas questões de inglês, lógica e outras três disciplinas escolhidas pelo aluno. Na primeira parte fiz 2.350 pontos, de um total de 2.400. Gabaritei a segunda. Fui aprovado. Vou tentar uma bolsa de estudos. Setenta por cento dos alunos conseguem algum desconto. Passei também no Instituto Tecnoló­gico de Aeronáutica (ITA), no Institu­to Militar de Engenharia (IME), além da medicina pela Universidade de São Paulo (USP). Como as aulas nos Esta­dos Unidos só começam no segundo semestre, por enquanto vou estudar na USP. Se gostar, medicina pode ser mi­nha opção em Harvard, mas a princípio estou entre física e engenharia. Como nunca fui aos EUA, agora quero apro­veitar a viagem para conhecer a Disney com minha família .

Leitura Dinâmica e Memorização

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