Alimentação: energia em cápsulas



Saiba como tirar proveito dos suplementos vitamínicos para corrigir os efeitos de uma alimentação desregrada e obter mais energia e disposição.

Reveista Você S/A - por Vanessa Vieira 

Atualmente, 13% dos brasilei­ros das classes A, B e C con­somem algum suplemento vitamínico. Entre 2009 e 2010, esse mercado cresceu quase 25%. Os nú­meros dão a medida do grau de pe­netração desse tipo de produto no país e da velocidade com que cresce esse mercado, impulsionado pela dificuldade que muitos têm de man­ter uma alimentação correta em função de uma rotina atribulada. As avaliações feitas ao longo de dez anos pela consultoria em saúde cor­porativa CPH Health com 194 600 pessoas confirmam esse quadro. Os resultados mostram que 56,2% da população executiva tem uma dieta nutricionalmente pobre e 75,4% ne­gligenciam aquela que é considera­da por muitos especialistas como a principal refeição do dia - o café da manhã.

Além dos polivitamínicos que reúnem todas as vitaminas, campe­ões de vendas no país, os laboratórios vêm lançando produtos com fórmu­las segmentadas para determinados grupos. É o caso do Centrum Select, da Pfizer, voltado para pessoas em idade madura. Ele contém doses ex­tras das vitaminas A e E e dos mi­nerais cobre, cromo, manganês, molibdênío e selênio, além da adição de luteína. Todas as substâncias, con­sideradas antioxidantes, combatem o envelhecimento celular. Já o laboratório Cimed lançou o Voxx Mix Mulher, que, segundo o fabricante, é indicado para mulheres com dia a dia estressante, carentes de zinco e das vitaminas C e D. Já o Voxx Mix Ostramix é rico em cálcio e vitamina D e destinado à prevenção da oste­oporose. Além dos suplementos, também têm feito sucesso nas far­mácias as cápsulas de ômega 3, subs­tância que previne os problemas cardiovasculares, e as pílulas de li­copeno e vitamina E, cujas proprie­dades combatem os radicais livres e o envelhecimento precoce.

Para a médica nutróloga Sandra Fernandes, da Associação Brasilei­ra de Nutrologia, a suplementação de alguns nutrientes específicos é válida quando não há uma alimentação balanceada. Mas ela faz uma advertência: os suplementos têm quantidades padronizadas de vita­minas, enquanto a necessidade de cada uma dessas substâncias varia de pessoa para pessoa. Por isso, o consumo acima do necessário de algumas vitaminas que se depositam no organismo, como A, D, E e K, pode ter efeitos colaterais e até fazer mal à saúde. "Mesmo a vitamina C consumida em excesso, que é elimi­nada na urina em condições nor­mais, pode provocar cálculos renais em pessoas com predisposição para o problema", diz Sandra.

A vice-presídente da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutri­ção, Sílvia Cozzolino, alerta para outro ponto: a competição na absor­ção de algumas vitaminas e minerais. "O excesso de zinco no orga­nismo pode prejudicar a absorção de outros nutrientes, como o cobre." O resultado é que, em vez de me­lhorar o equilíbrio desses micronutrientes, o paciente pode piorar a carência de algumas substâncias ao tomar o suplemento de vitaminas e minerais. Por isso, o melhor é pro­curar a orientação de um nutricionista ou médico nutrólogo antes de começar a tomar um desses produ­tos, para fazer exames que identi­fiquem as reais carências nutricio­nais de seu corpo. Outra dica é dar preferência aos produtos que for­necem até 50% da necessidade di­ária de cada micronutriente. "Com isso, já se reduz o risco de uma me­gadose", diz Sílvia Cozzolino.

• Duas frutas por dia

Apesar do sucesso dos suplementos entre os executivos, os especialistas insistem que nenhuma dessas for­mulações substitui uma alimentação saudável. "As vitaminas industria­lizadas podem ser um complemento apenas provisório, até porque não são processadas da mesma forma pelo organismo", afirma Caio Soares, diretor médico da Omint, operado­ra de planos de saúde pessoais e corporativos. Segundo ele, com al­gumas atitudes simples é possível mudar significativamente a quali­dade da alimentação de uma pessoa. E, para que a mudança de hábitos tenha sucesso, a primeira dica é es­tabelecer metas pequenas, fáceis de cumprir. "Uma delas pode ser o com­promisso de comer duas frutas por dia. Além de assegurar a ingestão da quantidade adequada de fibras e vitaminas, o consumo diário de duas frutas reduz o risco de obesidade e de problemas cardiovasculares", diz. Outra ideia é deixar de comer man­teiga. "O consumo diário de man­teiga durante dez anos aumenta em 50 vezes o risco de doença corona­riana", afirma Caio. Mudanças sim­ples, porém de grande impacto em termos de melhora da qualidade de vida e prevenção de doenças.

• Dieta vitaminada

A boa alimentação pode assegurar vitaminas e minerais que vão ajudá-lo a se recompor do cansaço. Confira as dicas de cinco especialistas. 

- 2 copos de Leite ou duas fatias de queijo branco: essa quantidade garante a ingestão de 1 grama diário de cálcio, que atua no fortalecimen­to dos ossos e na prevenção da osteoporose.

- 3 refeições semanais com peixe ou bife de fígado: garantem quantida­des adequadas de vitamina D, que facilita a absorção do cálcio pelos ossos, e de vitamina A, que traz benefícios para a pele e cabelo.

- 1 fruta cítrica por dia, como Laranja ou kiwi: fortalece o sistema imunológico. A vitamina C presente nessas frutas está envolvida na produção de colágeno, que dá elasticidade à pele.

- Fibras e grãos integrais: diminuem a absorção de gorduras pelo organismo e ajudam a regular o colesterol.

- Folhas verde-escuras: garantem ácido fólico e vitamina B12, que reduzem o risco de anemia e contribuem com o sistema nervoso e com os glóbulos vermelhos.

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