Síndrome do Pânico - O Medo do próprio medo


Três vezes mais freqüente em mulheres que em homens, a Síndrome ou Transtorno do Pânico já atinge 4% da população mundial, principalmente na faixa dos 20 aos 40 anos de idade.

Revista Vencer - por José Moromizato

Já não sei mais o que fazer, doutor. Fui a vários especialistas, fiz inúmeros exames e nada de anormal constou. No entanto, às vezes meu coração dispara, tenho palpitações, suores frios, enjôo e uma pressão enorme na cabeça, além de um desespero, pois acho que vou morrer!" Esse tem sido o relato freqüente de muitos pacientes que ingressam aqui na clínica, acometidos de um transtorno mental que está se tornando, após a depressão, o grande mal da era moderna.

A síndrome ou transtorno do pânico levou considerável tempo para ser reconhecida como doença, devido aos inúmeros sintomas que apresenta. No entanto, já atinge 4% da população mundial, sendo três vezes mais freqüente em mulheres do que nos homens.

É muito extensa a faixa etária atingida por esse mal, embora grande parte esteja entre os 20 e os 40 anos, no auge do período profissionaL Tem-se constatado também em grande número de mulheres que iniciam o período da menopausa.

O perfil do paciente que é atingido pela crise do pânico é de uma pessoa com a mente muito ágil e perfeccionista, com tendência a assumir responsabilidades além do seu próprio limite. Por necessitar estar no conntrole de tudo o que está ao seu redor, cobra-se mais do que deveria.

Quando a vida traz uma situação inesperada e traumatizante (geralmente perda de entes queridos e abalos financeiros), o nível de estresse é tão alto que este indivíduo entra em crise, caracterizada por taquicardia (batimentos acelerados e intensos do coração), sudorese sem febre, enjôos, dor de cabeça e no tórax, sendo muito confundida com um infarto. O sentimento de impotência perante os sintomas físicos e a falta de controle emocional levam ao desespero, com a nítida impressão de morte próxima.

Geralmente, estes sintomas físicos o fazem buscar ajuda em prontos-socorros e clínicas de emergência. O susto dá vez para o alívio e ao mesmo tempo à frustração, ao saber que não se trata de nenhuma patologia física.

Gradativamente o doente, com medo das crises, vai afastando-se dos seus afazeres diários e procura não entrar em contato com situações que ameacem desencadear outras crises (como ambientes cheios de pessoas, transportes públicos, lugares fechados). Ele se isola cada vez mais no único lugar que julga ser seguro, o próprio lar.

Embora toda essa sintomatologia dê a impressão de que a doença é progressiva e incurável, quando diagnosticada apresenta resultados positivos e rápidos durante o tratamento. A grande demora encontra-se no diagnóstico, pois os sintomas acobertam a verdadeira causa do problema, que é emocional. Se o indivíduo começa a ter freqüentes palpitações, procura um carrdiologista, se sofre de dores durante as crises, procura um neurologista ou reumatologista.

Por isso, é necessária informação sobre a doença para que o paciente não fique aflito e tenha consciência de que é um problema tratável. A melhora vem com o espaçamento das crises, cada vez mais rápidas e em menor intensidade.

  • Reconhecendo a ansiedade dentro de si próprio.

    Atualmente, os tratamentos mais indicados são os que combinam medicação ansiolítica com psicoterapia. Esta última visa entre muitas coisas auxiliar o indivíduo no resgate da autoconfiança necessária ao domínio das crises, através da consciência de si próprio. Para isso, é imprescindível que cada um faça uma reflexão com o profissional de saúde a respeito da vida atual que leva. "Tenho sido muito radical com as pessoas e comigo mesmo?" ou "Minha ansiedade é tamanha que domina meus pensamentos, minhas decisões?".

    É bom lembrar que ansiedade é uma sensação inerente ao ser humano e que o leva a tomar decisões, agir, defender-se do perigo. O grande problema é quando essa sensação se torna presente de maneira exacerbada em nossas vidas, diminuindo o prazer de trabalhar e estudar, e comprometendo os relacionamentos de modo geral.

    É importante esclarecer a todos que têm essa doença que ela é essencialmente emocional, e mesmo apresentando tantos sintomas físicos ela não mata, ao contrário da sensação de quem está em crise iminente.

    A melhora ocorre à medida que o paciente acredita no poder de sua própria mente e na capacidade interior que ele tem de reagir e dominar as crises. Um exemplo vivo disso - os próprios pacientes podem atestar - é quando ao final de cada crise, como por um milagre, tudo volta à normalidade e uma enorme sensação de alívio o faz esquecer daqueles momentos de sofrimento que pareciam eternos.

    Uma paciente certa vez comparou seus episódios de pânico ao leite que fervemos de manhã. O líquido, ao ferver, repentinamente se levanta no recipiente, ameaçando transbordar caneca abaixo, mas ao apagar o fogo, desce na mesma velocidade, voltando à quantidaade normal, não ocorrendo o pior.

    A vida também é assim, pois já nascemos com o controle para apagarmos a chama do fogão na hora certa ou deixá-la queimando. A escolha é nossa.

  • Como a síndrome do pânico se manifesta

    A síndrome do pânico se manifesta no organismo através de febre, sudorese, enjôos, dor de cabeça e no tórax, sendo muito confundida com um infato. Geralmente, estes sintomas físicos fazem com que a pessoa procure ajuda em prontos-socorros e clínicas de emergências. O susto dá vez ao alívio e ao mesmo tempo à frustração ao saber que não se trata de nenhuma patologia física.

    A faixa etária atingida por esse mal está entre os 20 e 40 anos, no auge do período profissional. O perfil do paciente que é atingido pela crise do pânico é de uma pessoa com a mente muito ágil e perfeccionista, com tendência a assumir responsabilidades além do seu próprio limite. Por necessitar estar no controle de tudo o que está ao seu redor, cobra-se mais do que deveria.

    Uma alternativa saudável e simples, que muitas vezes dispensa o uso de medicamento, é o relaxamento autógeno usado pelo médico José Moromizato, que hoje é considerado um dos grandes incentivadores da medicina psicossomática (ramo da medicina que trata as moléstias orgânicas através da cura da mente). O especialista defende que, de modo geral, pequenas pausas durante o dia são obrigatórias para manter o equilíbrio e a competência de se trabalhar sobre pressão. Relaxar permite que a pessoa sinta um novo bem estar interior, sem as preocupações e cobranças interiores de si próprio.

    Além do relaxamento, Moromizato utiliza em sua terapia a oxigenação e a repetição de sugstões positivas, enquanto o paciente relaxa.

    Para saber mais

    Acessar www.moromizato.com.br

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