Fuja das roubadas de carreira. Armadilhas corporativas


Mapeamos as principais armadilhas em que os profissionais podem cair no mercado de trabalho e contamos como evitá-las.

Revista Você S/A. 

No dicionário, o termo "roubada" é definido como engano, situação difícil que se presumia boa, mau negócio. Na vida real, quem já caiu numa roubada provavelmente acha que o verbete do Aurélio não é capaz de refletir o tamanho do problema. O mundo do trabalho está cheio de roubadas, e a maioria delas aparece quando você está negociando aquilo que tem de mais valioso: seu emprego. Neste momento em que o Brasil registra um recorde de 92 milhões de pessoas ocupadas, há uma oferta inédita de vagas e de opor­tunidades de mudar de emprego e um risco igualmen­te alto de cair numa cilada de carreira, como o golpe da falsa agência de emprego, por exemplo, em que até executivos experientes perdem dinheiro na espe­rança de encontrar uma colocação melhor. Esse crime, que já foi frequente no passado, voltou com força em 2011. Outra roubada atual são os sites de emprego. O número de reclamações de pessoas que se sentem lesadas por portais que servem de intermediários en­tre profissionais e empresas nunca foi tão grande. Só no Procon de São Paulo, 479 reclamações foram feitas no primeiro trimestre deste ano envolvendo situações de cobrança indevida de assinatura. "Há casos de con­tratos de serviço não cumpridos e promessas falsas de vagas", diz Leila Cordeiro, assistente de diretoria do Procon-SP. No caso dos sites de emprego, embora não exista um crime, há, no mínimo, uma falta de clareza na proposta de serviço. Os portais de vagas vendem apenas a aproximação com empresas, mas as pessoas acham que vão encontrar um novo empre­go. O site Reclame Aqui recebe, em média, 7 000 re­clamações por dia e registrou nos últimos 12 meses 2 886 queixas de consumidores contra empresas de recursos humanos e recolocação - Catho e Manager lideram o ranking de queixas.

Alguns cuidados básicos devem ser tomados para não cair em roubadas de carreira. A ansiedade por encontrar uma vaga pode levar a investir tempo e di­nheiro em vão. Da mesma forma que sair aceitando a primeira proposta "maravilhosa" que surgir pela fren­te ou cair na tentação da contraproposta pode se re­velar uma tremenda cilada.

• Roubada nº1

O golpe da agência de emprego

Recentemente, uma operação con­junta das polícias de São Paulo e do Pará fechou as portas da BR Quality, empresa de recrutamento que pode ter faturado mais de 1 milhão de reais iludindo candidatos para vagas que não existiam. Durante as investigações surgiram indícios de que o grupo agia há cinco anos, tro­cando várias vezes de nome. Tam­bém adotava a marca CareerPlan­ning. As vítimas eram escolhidas em sites de currículos conhecidos e a tática era sempre a mesma: funcio­nários dessas empresas telefonavam para os candidatos se apresentando como headhunters com a promessa de conseguir altos salários.

Golpes como esses são mais co­muns do que se imagina e proliferam no Brasíl inteiro. Basta fazer uma busca no Google para encontrar re­clamações contra empresas de reco­locação ou agências de emprego. O Procon orienta quem se sente lesado a prestar queixa na delegacia mais próxima, registrar uma reclamação no órgão e depois na Justiça. "Ne­nhum contrato é irrevogável ou ir­retratável", diz Leila, do Procon de São Paulo. Mas, antes de ter a desa­gradável surpresa de que entrou numa furada, ao receber o contato de uma empresa recomenda-se pro­curar informações sobre ela na in­ternet e com amigos e conhecidos. "Desconfie de cara de quem liga e diz que seu currículo foi aprovado ou que o salário é bem acima do seu", diz Silvio Celestino, coach em São Paulo. Ninguém vai oferecer a vaga Iogo de cara. Em qualquer empresa, o recrutador está sondando mais de uma pessoa e, principalmente se você não o conhece, o primeiro con­tato é justamente de aproximação.

• Roubada nº2

Pagar por uma falsa consultoria

Outra situação bastante comum é o candidato ser abordado por empresas que vendem serviços de recolocação profissional. No papo, elas garantem a vaga, mas o contrato prevê apenas serviços de ajuda, como preparação para entrevistas de emprego, cons­trução de currículo e formas de usar o networking. Após pagar a taxa, a única coisa que o profissional ganha é uma lista de companhias que teriam recebido uma cópia do currículo, sem nenhuma maneira de comprovar a eficácia do serviço. Nem as outras orientações são oferecidas. "Ler o contrato antes de assinar qualquer documento é fundamental", diz José Augusto Figueiredo, diretor de ope­rações da consultoria DBM para a América Latina. "A procura de em­prego é um momento de fragilidade psicológica e muitas pessoas caem na conversa de aproveitadores." No Bra­sil, o setor de recrutamento não é regulado. As consultorias sérias se­guem regras internacionais: não co­bram do candidato, mas das empresas que as contratam para encontrar can­didatos. "Essa coisa de prometer vaga para quem procura emprego não existe", diz a especialista em carreira Vicky Block. "Ninguém deveria pagar por algo que não vai receber." A dica é uma só: nunca pague nada diante de uma promessa de emprego. A Thomas Case, empresa que faz reco­locação, explica que são as organiza­ções que contratam a consultoria para achar candidatos. "Você só deve pagar por serviços que vão prepará-lo para as entrevistas de emprego, di­nâmicas de grupo e reformulação do currículo." Fuja dos consultores pi­caretas, que promentem uma vaga mediante pagamento.

- Salvo pelo banco

Demitido em agosto do ano passado, após 17 anos na Unimed Paraná, o gerente de projetos curitibano e ex-CIO Rogério Goulart, de 43 anos, recebeu três meses depois a ligação de uma mulher que se identi­ficava como headhunter da agência de recolocação BR Quality. O convite era tentador. Ela dizia que tinha uma vaga para gerente de TI, com salário de 18.000 reais, além de carro, celular e subsídio para MBA, e que a empresa para quem a consultoria estava trabalhando já havia aprovado seu currículo.

A única condição era comparecer ao escritório da BR Quality, em São Paulo, no dia seguinte, para acertar os detalhes da sua contratação. Como tinha parentes que moravam na capital paulista, Rogério pegou o carro e foi embora na esperança de se recolocar. Ao chegar lá, um escritório bem estruturado na zona sul da cidade, as coisas começaram a mudar de figura. A pessoa o avisou de que ele precisava pagar 15.000 se quisesse participar do pro­cesso seletivo e quando fosse admitido mais 20% do pri­meiro salário. "Quando a gente perde o emprego fica sem chão, e eles têm uma técnica muito eficiente de envolver as pessoas", lembra Rogério, que só não caiu na cilada porque foi salvo pelo banco. Ao ligar para seu gerente, foi informado de que não tinha autorização de fazer a trans­ferência para a BR Quality. Como o valor da transação era alto e ele usava um telefone com número não identificado, o banco levantou suspeitas. "Foi a minha sorte", diz. Rogé­rio sabe que deveria ter feito uma investigação sobre a empresa, mas no desespero não pensou em nada.

Assim como Rogério, milhares de pessoas estão cadas­tradas em sites que mantêm currículos de profissionais disponíveis para empresas que buscam candidatos. Ele lembra que chegou a questionar a Catho por permitir que empresas pouco idôneas, como é o caso da BR Quality, consigam acessar currículos dos profissionais. De acordo com Adriano Meirinho, diretor da Catho Online, uma equi­pe inspeciona a veracidade das vagas, dos e-mails anun­ciados pelas empresas, o CNPJ de quem contrata a Catho e o endereço. "Até tiramos a empresa do nosso site se des­cobrimos alguma fraude", afirma. "O problema é que mui­tas dessas falsas empresas mudam de nome, de CNPJ e de endereço, o que dificulta nosso trabalho", diz Adriano.

• Roubada nº3

O mau coach

Ser coach virou moda. Como muitas empresas têm recorrido a serviços de coaching para melhorar o desem­penho de seus executivos, mais profissionais têm procurado se cer­tificar na área como uma opção in­teressante, e mais rentável, de car­reira - um novo tipo de plano B. A atividade movimenta cerca de 20 milhões de reais por ano no Brasil, segundo a International Coach Fe­deration (ICF), que certifica profis­sionais em coaching. O problema é que nem todos são preparados para exercer a prática. Muita gente acha que basta pagar um dos muitos cur­sos que existem no mercado, que custam entre 6 000 e 12 000 reais para virar coach. Outros acreditam que a certificação já é suficiente. "Tanto os cursos quanto a certifica­ção são um balizador inicial", diz Eva Hirsch Pontes, diretora de relações com o mercado da ICF.

Contratar só pela credencial é um erro. É como escolher o sanduíche apenas pelo pão e desprezar o re­cheio. A certificação é importante, mas deve estar aliada a uma experi­ência prática. "Além disso, o ideal é buscar um profissional que tenha atuado na sua área ou tenha ocupa­do cargos de mesmo nível que o seu", ressalta a coach Eliana Dutra, do Rio de Janeiro, para quem pro­fissionais que têm apenas o curso são como os motoristas que fazem o curso de direção na autoescola. "Ti­rar a carta não quer dizer que a pes­soa é um bom motorista", avalia.

Não aceite cegamente o coach que sua empresa oferece. Se você for contratar um por conta própria, procure conversar com pelo menos três coaches antes de escolher. Peça referências a amigos ou a profissio­nais de recursos humanos. E, prioritariamente, ao iniciar o serviço converse com o coach e defina regras logo na primeira sessão. Definir o sigilo do que será falado, por exemplo, é crucial para evitar surpresas. Se a empresa estiver pagando, estabeleça o que pode e o que não pode ser dito. É contra qualquer regra de coach sério transmitir à empresa as informações que o funcionário revelou durante um diálogo. Se você suspeitar de algo, interrompa o processo: é um direito seu. "A química entre ambas as partes é ponto fundamental", ressalta Eliana.

Como acertar na escolha do coach

- Procure se informar sobre como funciona o coaching
- Tenha claros seus objetivos de trabalhar com um coach
- Converse com pelo menos três coaches antes de escolher um. 
- Só aceite um coach com experiência clara­mente maior que a sua. 
- Peça que eles forneçam pelo menos duas referências. 
- Solicite uma conversa inicial de demonstração. 
- Pergunte qual a experiência dele como coach
- Peça para contar quais histórias de suces­so tem para apresentar.

• Roubada nº4

A proposta irrecusável que vira uma fria

Antes de trocar seu emprego atual por uma das inúmeras propostas tentadoras que podem aparecer devido à atividade econômica, faça uma boa investigação sobre a empresa que oferece a vaga. Vale acionar a rede de contatos para ter informações sobre a saúde financeira da companhia, ver se ela está passando por uma reestruturação, se é ética ou não e se há sinais de que vai ser comprada. Procure conhecer quem são os investidores e o fundador. "As pessoas ficam tão eufóricas quando enxergam a oportunidades de turbinar o salário que se esquecem de conferir essas coisas e correm o risco de entrar numa fria", diz João Baptista Brandão, professor FGV Management, de São Paulo.

Se você conhece alguém que trabalha na companhia, tente descobrir se quem o chamou está na linha tiro ou vai mudar de área. Também procure saber se há dificuldade da vaga ser preenchida. Indague a razão de a posição estar aberta e por que o antigo ocupante deixou o posto. Em alguns casos, a organização sabe que a vaga é problemática e a maneira de preenchê-Ia é oferecer mun­dos e fundos ao candidato. Se nin­guém tiver ouvido falar da empresa, todo cuidado é pouco. "Na dúvida, fique onde está", recomenda João Baptista. "Não dá para atirar no es­curo porque você pode ficar sem nada no final das contas." Cuidado também com setores instáveis ou sob risco de bolha. Um exemplo atual é o mercado de compras coletivas: há muitos sites, altos investimentos e uma desconfiança de que o negócio é insustentável. Há salários bons na área, vale a pena mudar?

• Roubada nº5

A entrevista de mentirinha

Atualmente, existe uma prática en­tre conhecidas consultorias de re­crutamento que trabalham posições de média gerência de usar a credi­bilidade que têm para atrair candi­datos e assim obter informações de profissionais ou do mercado. Elas chamam a pessoa para uma entre­vista de emprego, fazem milhares de perguntas e obtêm uma ficha com­pleta do profissional, com salário, idade, formação e competências téc­nicas. Só que a vaga não existe de fato. Todas as informações servem para alimentar o banco de dados da empresa de recrutamento, que ma­peia melhor o profissional e o mer­cado. O profissional, na ingenuidade de estar participando de um proces­so seletivo, entrega tudo de graça. Esse tipo de prática antiética passou a ocorrer devido ao mercado aque­cido, que acirrou a disputa por bons profissionais. A VOCÊ S/A ouviu pessoas dessas empresas e outras fontes do mercado que confirmaram em off os procedimentos. Essas fir­mas de recrutamento usam um sis­tema agressivo de metas para remu­nerar seus consultores, que são demitidos quando falham. Pressio­nados pelos números, os consultores precisam ter à mão candidatos para entregar aos clientes o mais rápido possível; caso contrário, um concor­rente pode fechar a posição antes. É o chamado recrutamento com base em sucesso. Diferentemente das empresas de executive search, que trabalham com altos executivos em contratos de exclusividade, as empresas de recrutamento não têm a vaga na mão. Disputam com seus concorrentes para ver quem encon­tra primeiro o candidato com o per­fil que se encaixa na posição aberta. A roubada, para o candidato, é a ilusão de estar participando de uma entrevista de emprego de verdade. "Para quem tem a expectativa de que concorrerá a uma vaga, é uma frustração", afirma Rafael Souto, sócio da Produtive, empresa de re­colocação profissional. Isso porque, depois de ser sabatinado sobre quanto ganha, quais são os benefí­cios e a situação da companhia em que está, o candidato sai com res­postas do tipo: "Seu salário está fora do mercado, mas ficaremos com seu currículo" ou "Vamos passar para a empresa seu currículo e depois en­traremos em contato". Porém, de­pois dali nada acontece.

Embora seja antiético por parte das empresas, o contato com o re­crutador não é totalmente desinte­ressante para o profissional. "Manter contato com recrutadores e head­ hunters é importante em qualquer fase da carreira, porque nunca se sabe o dia de amanhã", diz Peter Mason, sócio da Talent Solution, empresa de executive search.

Quando for chamado para uma entrevista, a dica é: marque um en­contro, mas não considere que aque­la vaga existe de fato até que o recru­tador dê informações claras a respeito de quem está contratando.

Para José Augusto, da DBM, uma maneira de identificar o que o con­sultor está querendo, se ele for enig­mático ao revelar o nome da empre­sa que abriu a vaga, é perguntar se existe uma oportunidade real ou se o desejo dele é alimentar um banco de dados. Saber detalhes da posição e salário ajuda a identificar se é uma cilada. Então, nada de arriscar no escuro. Peça tantas informações quanto o recrutador. Troque as suas informações por outras reais.

- Você está sendo enganado quando ...

... ligam falando de uma vaga incrível, com um salário muito acima do mercado e da sua própria pretensão.
... marcam a entrevista para o mesmo dia ou para o dia seguinte.
... dizem que a vaga já é sua e a entrevis­ta é apenas um procedimento padrão.
... você é quem paga a passagem ou o hotel para se deslocar até a entrevista.
... exigem que você pague para fazer alguns testes, o que permitirá participar do processo seletivo.
... pressionam para assinar um contrato que garanta a recolocação e a prestação de servicos de orientacão profissional e reformulacão do currículo.
... não atendem mais a seus telefonemas depois de você ter assinado um contrato ou até depois de ter pagado pela vaga.

- Operação Caixa de Pandora

Em fevereiro do ano passado, o carioca Edilson Ribeiro Santos, de 43 anos, resolveu largar um emprego estável de cinco anos na Across Telecomunicações. Ele fechou com a Vertax Soluções, onde receberia um salário 40% maior e benefícios melhores. Além disso, via a possibilidade de ampliar sua bagagem profissional e ocupar um cargo mais alto. Até então, sua tra­jetória de carreira se concentrava no setor de telecom. Na Vertax, desbravaria o mercado de tecnolo­gia da informação.

Um mês após iniciar no emprego novo, o chefe que o contratou deixou a empresa acompanhado de outro diretor. Foi o primeiro sinal de que algo estava errado. Logo em segui­da, saiu um sócio. Aos poucos, Edilson viu mais e mais funcionários indo embora sem motivo aparente. Seis meses após Edilson ter entrado na empresa, uma operação da Po­lícia Federal, a Caixa de Pandora, revelou que a companhia estava envolvida no escândalo de corrup­ção conhecido como mensalão do DEM, um esquema que tinha como pivô o ex-governador do Distrito Fe­deral José Roberto Arruda. "Aquilo foi como um golpe pra mim", Lembra Edilson. Arrependido da decisão de ter trocado de emprego, já que o antigo chefe havia feito de tudo para segurá-lo, ele conta que até chegou a fazer uma busca na internet para saber informações da Vertax, mas não havia encontrado nada. "Fiquei empolgado com a oportunidade e não me atentei aos detalhes", avalia. Há um ano desempregado, hoje sen­te os estragos da mancha que nun­ca sairá do currículo. "Fui prejudi­cado por algo que jamais imaginava acontecer", afirma Edilson.

- Como funciona a seleção

Diferenças nos modelos de cobrança no mercado de headhunting

Empresas de executive search ou headhunting

Não cobram nenhum valor antecipado das companhias que as contratam para procurar candidatos no mercado. Só quando acham um profisional é que recebem um percentual sobre o salário anual do executivo.

Empresas de recrutamento

Atuam principalmente com foco na média gerência. Cobram uma espécie de sinal da empresa que abre a vaga para procurar candidatos. Quando recolocam algum profissional, elas recebem outro valor final da compa­nhia que tem a vaga.

• Roubada nº6

A tentação da contraproposta

Não é porque seu chefe usa todas as armas possíveis para segurá-lo nesse momento de falta de talentos que você deve ceder a uma contrapro­posta. A menos que exista uma ne­gociação saudável, fique atento para não ceder a uma tentação que trará arrependimento no futuro. "Às vezes, diante da iminente saída de um fun­cionário, o gestor acorda, percebe que não vinha dando atenção àquele profissional e tenta cobrir a oferta com medo de perdê-lo", diz Valéria Fernandes, diretora de RH da Even Construtora. "Se o profissional esta­va insatisfeito e decidiu ficar só pelo aumento de salário, a frustração aparecerá de novo em pouco tempo", afirma. Jamais faça leilão do tipo "quem paga mais" entre as ofertas da nova organização e as contrapro­postas do atual empregador. Você pode ficar mal com ambas. Para Ra­fael, da Produtive, não se deve espe­rar pelo momento da saída para ne­gociar uma condição melhor. "Se decidiu sair, vá", diz. Se ficar, o pro­fissional terá sua imagem desgastada tanto na atual empresa, que sabe o quanto ele estava desmotivado e pode falhar no comprometimento, quanto na que fez o convite.