Vamos decidir mais tarde

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Há um motivo lógico para a procrastinação mas ela pode ser bem prejudicial.

Revista Época Negócios.


Responda já: você gostaria de dar essa resposta mais tarde? Provavelmente. Mas não se trata de preguiça. Experimento de dois pesquisadores de Harvard explica nossa tendência a adiar decisões e tarefas, a famosa procrastinação. Os participantes eram solicitados a fazer um plano de poupança, com duas possibilidades: um imediato e outro de longo prazo (cerca de um ano). O imediato obteve apoio de apenas 30% dos participantes, enquanto o de longo prazo ganhou apoio de 70%. Para os autores, quando estamos mais focados no presente do que no futuro distante corremos o risco de tomar decisões equivocadas visando resultados imediatos, que nem sempre são obtidos. É o fenômeno chamado de "inconsistência do tempo". Já quando pensamos no futuro preferimos fazer escolhas que rendam benefícios de longo prazo. E essa atitude possibilita uma reflexão mais proveitosa e planejada, dai a preferência pela procrastinação, comprovada pelo experimento.

O problema é que acabamos sendo levados a procrastinar mesmo em situações que exijam definições mais rápidas. Por isso, os autores sugerem alguns passos para harmonizar essas duas atitudes. Primeiro, faça com que os benefícios de longo prazo tenham efeito psicológico imediato (quanto eu perderia se não planejasse agora?). Depois, perceba o ônus da procrastinação de forma mais clara (como os outros reagirão se eu adiar essa reunião?), criando um ambiente de trabalho onde ela não prospere e afastando distrações, tarefas supérfluas e opções em excesso.

Considerando que diariamente tomamos centenas de pequenas decisões, não deixe esses passos para depois.