Em busca do Ponto Decisivo
13/01/2010 - 07h32m
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Táticas dos tenistas que podem ser úteis à dos executivos.
Revista Istoé Negócios - por Daniel Hessel Teich
O esporte é umaeterna fonte de inspiração para os negócios o golfista Tiger Woods, o técnico de voleibol Bernardinho e o técnico de futebol Vanderlei Luxemburgo são apenas três exemplos de personalidades ligadas ao esporte que engordam a conta bancária com polpudos cachês de palestras destinadas a executivos. Agora chegou a vez do tênis servir como inspiração aos profissionais que circulam pelas cúpulas das corporações. Jeffrey A. Krarnes, vice-presidente da editora de livros de negócios McGraw-Hill, e Santiago Álvarez de Mon, professor de adrninistração do lese, acabam de lançar livros sobre o assunto. Krarnes, que já escreveu sobre Jack Welch e Peter Drucker, trata em sua nova obra, The Unforced Error, das lições que atletas como John McEnroe e Pete Sampras podem dar aos homens de negócios. Alvarez de Mon, por sua vez, escreveu: Rafael Nadal: el Campeon y la Persona, sobre o jovem tenista espanhol. Ambos reservam dicas úteis à carreira.
Uma das questões que provocam discussões acaloradas no mundo corporativo e no esportivo diz respeito ao talento. Tanto entre os tenistas quanto entre os executivos, são necessários anos de treinamento para que o talento de fato amadureça. Em seu livro, Krames conta que uma das frases preferidas de Bill Tilden, lendário tenista dos anos 20, era: "Não se nasce campeão. É preciso se tornar um". Jack Welch, por exemplo, só deu sinais de grandeza extraordinária com mais de 30 anos.
Quando Rafael Nadal ganhou o campeonato espanhol mirim aos 10 anos, seu tio e técnico, Toni Nadal, lhe deu uma lição e clara de que talento não era nada se a habilidade natural não fosse aprimorada pelo aprendizado. Toni lhe mostrou uma lista com os últimos 25 ganhadores do torneio. Todos tinham sumido das quadras, com exceção de um - o campeão Alex Corretja. O mesmo vale para os executivos e empresas. "Só quem valoriza o aprendizado está preparado para lidar com as mudanças radicais", diz o autor.
Toni Nadal sempre foi impiedoso com o sobrinho. Jamais aceitou desculpas pela derrota, argumentando que o adversário ganhara jogando nas mesmas condições. Lembrando Peter Drucker, Krames diz que o gerente deve ser implacável com a falta de rendimento da equipe. "Exija a perforrnance, e se ela não vier, descarte o profissional de baixo rendimento o mais rápido possível."
No tênis, existe urna expressão usada como título para o livro de Krarnes, o erro não forçado. Trata-se daquele que ocorre numa jogada fácil de fundo de quadra, em que o tenista manda a bola para fora ou para a rede. Transposto ao mundo dos negócios, um erro desse tipo é a escolha equivocada do sócio ou funcionário. Tenistas costumam fazer uma análise cuidadosa para a escolha do parceiro em jogo de duplas, levando em conta cornplementaridades e sinergia. O mesmo cuidado é requerido, por exemplo, à contratação de profissionais à equipe.
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